Carta do Gestor: Cenário Macroeconômico 2017

“No cenário econômico, 2017 se apresenta como um livro em branco onde poderão ser escritas grandes histórias. Tudo começará com as primeiras medidas a serem anunciadas pelo próximo presidente dos Estados Unidos. Caso essas medidas possuam caráter isolacionistas a economia mundial sofrerá durante todo o ano se ajustando a nova ordem mundial menos relacionadas as trocas internacionais. Porem os primeiros sinais apresentados pelo novo governo americano mostra um caráter mais pragmático em relação ao discurso de campanha, o que pode reduzir tanto a incerteza com relação ao comercial internacional como as expectativas de aumento da inflação nos Estados Unidos. Essa menor incerteza reduzirá a pressão sobre o FED para aumento das taxas de juros.

 

Além disso, a perspectiva de termino no conflito da Síria e um maior controle na situação do Iraque poderá reduzir as pressões imigratórias na Europa, fazendo com que os partidos nacionalistas europeus percam força. Esse movimento associado ao possível caminhar da política externa americana poderá retomar o crescimento do comercio internacional.

 

Esse cenário fará com 2017 seja mais um ano de crescimento mundial dos preços das ações e manutenção das taxas de juros baixa nos países de alta renda, o que incentivará o crescimento dos países emergentes.

 

No cenário doméstico, o final de 2017 foi muito promissor no campo econômico com aprovação da PEC dos Gastos, que fez com que o risco país caísse bastante, e criação de um consenso que os demais entes federativos (Estados e Municípios) devem também passar por um ajuste forte nas suas contas para pavimentar a retomada do crescimento. Além disso, todas as micro-reformas implementadas pelo governo Temer (lei das estatais, minirreforma das leis trabalhistas, etc) juntamente com a tramitação das PEC da previdência e a queda da inflação fará com que o Brasil volte a ser um porto seguro para investidores internacionais.

 

Essa maior oferta de recursos internacionais fará com que a nossa taxa de câmbio permaneça próxima de patamar atual R$ 3,20/US$ com pouca possibilidade de desvalorização. Contudo não é esperado um movimento de apreciação para menos de R$ 3,00/US$ em decorrência dos objetivos de mantar o Brasil competitivo no mercado internacional.

 

Já em relação a taxa de juros 2017 será marcado pela retornada do controle inflacionário com grande possibilidade de queda acentuada das taxas de juros para patamares próximos ao final do governo Lula. Esse movimento fará com que os bancos (públicos e privados) volte a disponibilizar linhas de créditos para empresas e pessoas físicas porem com maior parcimônia do que no passado dado que o desemprego ainda permanecerá alto até o final de 2017.

 

Por último, a nossa bolsa deverá manter o seu ritmo de crescimento, porem com menos intensidade do que 2016, pela melhora das expectativas de consumidores e empresários que em 2017 voltaram a elevar seus níveis de consumo e investimentos fazendo com a economia volta a crescer nesse ano e principalmente que abra possibilidade de retomada dos empregos para 2018.”


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